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Futsal: Quais as tecnicas dos guarda-redes mais usadas durante os jogos?

O Futsal é uma das modalidades que mais adeptos tem ganho e que mais tem evoluído nas últimas duas décadas.  Dentre as dinâmicas do jogo e dos jogadores dentro das 4 linhas, o guarda-redes é aquele que mais mudanças apresenta, e até aquele que tem saído mais beneficiado com as mudanças de regras. E queira-se ou não, o “goleiro” é o jogador mais importante de uma partida, sem ele um jogo jamais começa, e suas ações podem ser decisivas para o jogo, tanto positivamente quanto negativamente. É ele a primeira linha de ataque e o último defesa.

Neste texto pretendemos identificar as técnicas do guarda-redes mais utilizadas durante o jogo em relação à posição do campo de onde são desferidos os toques na bola. Mas primeiro vamos ver quais as zonas de intervenção dos guarda redes:

Zonas de ação do Guarda-redes divididas por setores!

 

Os guarda redes realizaram uma média de 10,69 ações defensivas por partida (ver referencias no fim do texto). Os setores com maior número de finalizações defendidas são os setores 3 e 4, que somados correspondem a 36,69% do valor total de ações.

Na sequência, os setores 1 e 2, mais próximos a linha de fundo, impuseram aos guarda redes a necessidade de realizar 18,71% das defesas.

Vamos então às ações propriamente ditas!

Neste texto foram consideradas as seguintes ações como técnicas de defesa:

QUEDA BAIXA: Defesas baixas são todas as defesas exercidas abaixo da linha da cintura, fazem parte as caídas laterais, encaixadas de bola e os recursos utilizados com os pés.

QUEDA MÉDIA: Considerada média uma bola que venha de um ponto aproximado das canelas até a cabeça do guarda redes.

QUEDA ALTA: É utilizada para bolas que venham acima da cabeça, podendo esta ser frontal ou lateral.

QUEDA COM OS PÉS: É um recurso para a defesa do remate do adversário. A defesa com o pé acontece geralmente em situações em que o guarda redes está em desequilíbrio ou deslocamento. Este tipo de defesa ocorre também em remates rasteiros e de curtíssima distância.

SEM QUEDA: é o fundamento técnico no qual o guarda redes utiliza para desviar a trajetória da bola que foi chutada contra seu golo

COBERTURA: Nas situações em que o guarda redes sai da área com possibilidade de jogar com os pés, onde deve definir rapidamente o lance chutando a bola para longe ou evitando utilizar a mão em situações de contato com o adversário

SAÍDA FECHANDO ÂNGULO: O Guarda redes deve movimentar-se, sempre procurando ocupar a bissetriz do ângulo formado pela bola e os postes da meta, tanto em plano horizontal como no plano vertical

ARRASTADA: Projetando o corpo à frente e em direção ao atacante, com os dois joelhos no chão, fazendo com que haja um deslizamento corporal.

Na tabela abaixo podemos ver os resultados do estudo de Anderson Kunze (referencia no fim do texto):

Técnicas de defesa %
Queda Alta 2,16%
Queda Média 11,51%
Queda Baixa 9,35%
Queda com o Pé 15,11%
Sem Queda 37,41%
Cobertura 13,67%
Arrastada 6,47%
Saída ângulo 4,32%

A maior parte das ações defensivas  foi utilizando-se da técnica sem queda. Em 37,41% delas o guarda redes não se utilizou de quedas nem saídas do golo para impedir as finalizações com êxito do adversário. Esta circunstância pode ser explicada, dado que o guarda redes  para o atacante é uma referência da posição do golo, e devido à dinamicidade do jogo, os finalizadores direcionam os seus remates na região onde se percebe mais rapidamente o golo, sendo assim o resultado por diversas ocasiões é a defesa na região central do golo.

Um estudo um verificou que  a trajetória da bola onde encontraram que 42,76% dos chutes são rasteiros, 34,21% têm trajetória a meia-altura e 23,03% trajetória alta.

As defesas com necessidade de intervenção em queda, a técnica de defesa mais executada foi a queda com o pé, sendo efetuada em 15,11% dos casos. Enquanto que  A queda média e a baixa também aparecem com valores a serem considerados, pois somadas, elas ultrapassam os 20% devendo-se ainda levar em conta que dividem espaço de execução com a queda com o pé, sendo uma variável dependente da trajetória da bola e as preferências e necessidades do guarda redes em questão.

Ref: Anderson Kunze e colegas, 2016 “ANÁLISE DAS TÉCNICAS DE GOLEIRO MAIS UTILIZADAS DURANTE OS JOGOS DE FUTSAL MASCULINO”. revista brasileira de futebol e futsal; Soares, B.; e colaboradores. Chutes no futsal e trajetórias de bolas. Portal do futsal; -Gonçalves, M. C. Análise dos gols da segunda fase da liga futsal 2013. Revista Brasileira de Futsal e Futebol. São Paulo. Vol. 7

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